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Atividade NO 3

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  • Como nós trabalhamos as quatro operações com nossos alunos?
  • Quais são as maiores dificuldades apresentadas por eles?
  • Como nós as "contornamos"?

 


 

 

Não sou muito a favor de Livros Didáticos, meus alunos são de Jardim B, e, utilizamos na escola em que leciono, um livro da Editora Moderna, onde existem muitas atividades de matemática, envolvendo operações, através de desenhos e gráficos. Jamais imaginei registrar no papel essas operações, sempre imaginei através de brincadeiras. Tenho em mente utilizar o Jogo dos Anões Salteadores, sugerido na Interdisciplina de Ludicidade, no semestre passado. Pretendo construir os jogos em grupos pequenos, como tenho 18 alunos, farei 6 grupos de 3 alunos, onde cada grupo vai receber:

 

·      um tabuleiro;

·      uma colher;

·      um pote com 12 tampinhas, de 3 cores diferentes;

 

Iniciaremos com a contagem das tampinhas:

·        Quantas têm ao todo?

·        Quantas de cada cor?

·        Quantos para cada colega do seu grupo?

 

Contagem dos pontos:

·        Quem acertou mais tampinhas no tabuleiro?

·        Quem fez menos?

·        Quantos pontos o primeiro colocado fez a mais que o último?

·        Qual a diferença entre o segundo e o primeiro colocado?

·        E quantos pontos o último fez a menos que o terceiro?

 

Conferindo as tampinhas, no seu grupo, para guardar o jogo?

·        Quantas tampinhas têm de cada cor?

·        Quantos grupinhos de cada cor?

·        E no total?

 

 

Acredito que dessa forma estarei trabalhando noções de adição, ao juntar as tampinhas; ao separá-las por cor, estamos dividindo em grupinhos; e repartindo-as entre os colegas do grupo, dividindo novamente, sem perceber. Já na segunda etapa contando os pontos do grupo, podemos estar somando; calculando as diferenças de pontos entre as colocações (1º, 2º e 3º lugares), trabalhando com a subtração. E, na etapa final formando os grupos por cor, multiplicando; novamente multiplicando ou adicionando as parcelas, para formar o grupo final, ou seja o total de tampinhas.

 

Silvana De Negri

 


 

       Concordo com a colega Silvana. Nos últimos tempos o livro Didático, ao que me parece está um pouco como a caça as bruxas, lembro que no meu Magistério se usássemos livro no planejamento, a reprimenda era vexatória. Acredito que em funçào disto raramente utilizo livro didático na sala de aula.

      O que eu, enquanto aluna tinha verdadeiro horror e como professora, sentia muita dificuldade para os alunos compreenderam é a Tabuada, até vou escrever em maiúsculo, tamanho respeito guardo até hoje, por ela. NUNCA consegui decorar  a tabuada. Em fução disto, quando leciono para as séries em que este conteúdo é referência, elaboro formas divertidas de trabalhar. Para estudar a tabuada construímos jogos, móbiles e até ornamentos.  O jogo da tabuada do três foi o que eu mais gostei, era assim: faziamos dobradura de dez triângulos, a partir de dez tiras de tamanho igual. Em cada um  dos lados desenhávamos figuras equivalentes aos número multiplicado por três. Assim se a operação fosse 3 X 4 =  teríamos 4 laranjas, 4 laranjas, 4 laranjas, o resultado ficava registrado do lado de dentro do triângulo. juntávamos os dez triângulo formando uma   roda unida ao centro com cola e um cilps para girar, os jogadores giravam a roda e no número que parasse tinha que dizer o resultado.   Quem estava a frente do jogador conseguia enxergar o resultado. Os alunos da segunda série jogaram muito este jogo. Para trabalhar a tabuada do 4 montamos uma rua em uma maquete em que cada um dos lados do prédio ( caixa encapada) representava uma operação da tabuada do 4. Assim: no oitavo prédio da rua cada parede tinha oito apartamentos X quatro = 32. Cada apartamento era uma janela e o número do prédio  era o resultado da multiplicação. A parte superior da caixa era o telhado por isto não cotabilizava como lado. Foi muito legal, alguns pais relataram que a maquete estava a vista para "estudar a tabuada".

       Acredito que não dominar a tabuada dificulta a resolução dos cálculos. Também trabalhos os cálculos por aproximação, exemplo 6 X 7 = é difícil lembrar? e 5 x 7 é só contar: 5,  10, 15, 20, 25, 30, 35

1.    2.   3.  4.    5.   6.   7 = 35 + 7 = 42 assim 6x7=42

      Com certeza existem muitas outras dificuldades, mas a tabuada é o meu pânico pessoal.

      Roseli Führ.

 


 

 

 Com o primeiro ano trabalhamos as quatro operações apenas no concreto e de forma lúdica. Nos aprofundamos mais em apenas duas: adição e subtração, mas antes disto, precisam "construir o número". Quando meus alunos já relacionam número com numeral (quantidade com símbolo), aí passamos aos fatos fundamentais fáceis, primeiro da adição e depois da subtração, sempre com material concreto, para depois passar para a simbologia dos cálculos.

 

 

- Diariamente contamos o número de meninos e o número de meninas que compareceram a aula, registro no quadro e aí somamos os dois, a vista dos cartões de chamada.

- Também contamos (adicionamos) o número de letras nos nomes de cada aluno.

 

-  Fazemos o "Jogo da fichinha":

 

   Começamos um dia com o número 3:

     * Colocamos 3 fichinhas em uma caixa com uma divisória no meio, divisória esta que não alcança a parte superior da caixa, para que, ao virármos a caixa ao contrário, as fichas possam se misturar e trocar de lado ao sacudirmos a caixa.

     * Fazemos nossas " apostas", prognósticos, isto é, cada um de nós, inclusive eu, damos um palpite de como as fichinhas ficarão dispostas dos dois lados da caixa, após esta ser sacudida.

     * Coloco em uma listagem no quadro o nome de cada um de nós e desenho (como uma peça de dominó) os nossos palpites ao lado de nossos nomes. Somamos as bolinhas de cada desenho para comprovar que em cada um a soma dá 3!

 

     * Estaremos visualizando todas as probabilidades de se construir o número 3:

        0 e 3

        3 e 0

        1 e 2

        2 e 1

     Em outro dia fazemos o mesmo com o número 4 e assim sucessivamente até chegarmos ao número 9. Sempre somando as bolinhas/fichinhas.

 

JANETE DODDE DREYER

 

 


 

   Meus alunos são muuuuito pequenos para operações, estão ainda construindo o conhecimento sobre números. A única experiência que tive com ensino fundamental foi no meu estágio de magistério, quando lecionei durante o 1° semestre para uma segunda série. Não chegamos a trabalhar as quatro operações. Trabalhamos adição e subtração (bastante) e iniciamos a multiplicação. Na verdade não me lembro bem como foi com a multiplicação, mas durante todo o processo de trabalho com adição e subtração trabalhamos muito com o material dourado. Lembro que antes de entrarmos nas operações propriamente ditas, trabalhei muito a questão da unidade e dezena com o material concreto, para que depois os alunos conseguissem compreender o transporte e o retorno nas operações. 

   Suas maiores dificuldades eram realmente entender por que o 1 da casa da dezena não representava a mesma quantidade que o 1 da casa da unidade, etc. Esta dificuldade foi sendo sanada com muita manipulação de material e jogos utilizando o material de base dez.

Infelizmente não me lembro muito mais do que isto (já fazem 4 anos...)

 

Jessica Dreyer Trein

 

 

    Oi, bem atrasadinha, mas aqui. Bom, meus alunos são bem pequenos, tenho uma turma de pré-escola de 5 anos e nos últimos 9 anos, sempre trabalhei com crianças de 6 anos em um dos turnos e no outro turno atendi a projetos, dei Educação Física, fui vice-diretora, etc. A maior idade que trabalhei foi 2ª série em 1999. Mas isso não quer dizer que não encontrei dificuldades em resolver alguns probleminhas com meus alunos, principalmente os de 4ª série no meu pré-estágio. Quando iniciei meu trabalho com a turma de 40 alunos numa escola estadual, eles estavam trabalhando com frações, ou seja, entrei em pânico, pois até então detestava frações. Mas como tudo nessa vida sempre tem um lado bom, por pior que seja o susto, eu fui atrás e descobri que fração não é um bicho de 7 cabeças, eu só precisava entender o que eram as tenebrosas. Depois que nossa professora de magistério fez uma série de aulas práticas e nos fez compreender como acontece o processo do número fracionário, eu passei a ser uma amante das ditas frações. Fizemos bolos, discos, desenhos, recortes, colagens, etc, tudo pra nos fazer perceber como se lê e se calcula com frações. A partir daquele momento, comecei a construir com os alunos os tais discos, fizemos bolos redondos e retangulares e tudo sempre enfatizando a representação através de números fracionários. Bom, aquela vez eu tive minha professora de Didática de Matemática por perto para me ajudar, graças ao bom Deus, mas em algumas situações preciso ir atrás sim, buscar respostas para as dúvidas dos meus alunos. No momento, no outro turno eu trabalho com reforço para alunos de 2º ano e de 2ª série, além de todos os outros projetos que desenvolvo na escola e desde o início percebo que eles tem muita dificuldade na hora de fazer atividades que envolvam subtração. Na tentativa de ajudá-los, estou usando a base 10 e muito material concreto, comparações das quantidades em unidade e em dezenas, transferência e equivalência. Até agora estou bem contente com os resultados, pois pelo menos eles já estão parando de pedir emprestado pro número vizinho. Acredito que se as dúvidas forem sendo sanadas, poderei aumentar o grau de dificuldade das atividades, aumentando assim o grau de compreensão desses alunos, levando-os a realmente COMPEENDER o processo de subtração, assim como eu tive o prazer de descobrir o das frações.

Desculpem pela demora, um grande abraço e bom estudo...... Si.

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