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Atividade CS 5

 

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                                                                                 CLASSIFICAÇÃO E SERIAÇÃO

 
 
 
 "Nas tarefas realizadas à organização da realidade, a seriação é uma operação lógica tão fundamental quanto à classificação. Enquanto a classificação enfatiza as semelhanças entre os elementos das coleções, a seriação trabalha mais com as diferenças entre eles.
Dizemos que estamos seriando os elementos de uma coleção quando estabelecemos entre eles uma relação de diferença que possa ser quantificada, permitindo que os elementos sejam colocados em ordem crescente ou decrescente. Assim, obtemos uma fila, na qual cada elemento tem seu lugar bem definido, e a relação que se estabelece entre ele e seus antecessores e sucessores tem as propriedades recíproca (ou anti-simétrica) e transitiva.

O trabalho de classificação e seriação são iniciados na Educação Infantil e retomados nas séries seguintes em níveis diferentes de abordagem.

Inicia-se o trabalho de classificação e seriação utilizando brinquedos, sucata, objetos escolares, blocos lógicos e outros.

Dessa forma a criança irá se familiarizar com a observação dos atributos de cada peça e o levantamento das semelhanças e diferenças entre os objetos de uma coleção."

 

Complementamos este conceito da atividade 1 , retirado deste endereço.

 

 

 

                                                               

 

 

 

                                                                 Atividades com nossos alunos

 

 

 

Maternal 1 - Educação Infantil:


Como meus alunos têm entre um e dois anos, trabalho a classificação dos brinquedos na hora de guardá-los, procurando fazer com que esse momento seja prazeroso e já incentivando-os a ter responsabilidade na organização de nossa sala de aula, contando com a participação de todos. Sempre deixo os brinquedos misturados no chão para brincarem, mas na hora de guardá-los pego por exemplo a caixa dos bichinhos de pelúcia e peço que me tragam apenas este tipo de brinquedo. Depois pego a caixa das pecinhas de montar e peço para me trazerem...

 

Sempre há dois ou três tipos de brinquedos misturados no chão. No início são poucos os que conseguem classificar, a maioria deles traz qualquer brinquedo para guardar na caixa, e então eu digo: "Não, esse não. Agora vamos guardar só o brinquedo tal" e devolvo para a criança, ou tiro da caixa, pedindo que traga outro daquele tipo que estamos guardando, e assim vou fazendo até todos os brinquedos que estavam sendo usados estejam guardados nas caixas corretas.

Até o final do ano letivo a maior parte da turma consegue classificar corretamente os brinquedos.

 

                                                                                                

 

 


Com meu primeiro ano também inicio "classificando" brinquedos, blocos e outros objetos que vamos arrumando, organizando em caixas no fundo da sala nas primeiras semanas de aula. É bem melhor para os alunos trabalharem depois com todo o material quando eles próprios participam desta organização, separando os diferentes materiais. Aprendendo a "classificar" os objetos utilizados, fica mais real seu envolvimento nas atividades propostas.
Após a organização, ficamos com caixas de:
- blocos coloridos (os Blocos Lógicos);
- outros blocos de madeira (para construção);
- blocos de plástico de diferentes tamanhos e cores;

 

- blocos de encaixe também de diferentes tamanhos e cores;

- caixinhas de papelão de diversos tamanhos e formatos;
- livros didáticos, livrinhos de propaganda (Avon, Natura, etc), jornais, encartes de supermercados e lojas e diversas revistas.
Etc.

Quando tudo está "classificado", etiquetamos as caixas, utilizando símbolos que nos lembre o material guardado alí.

 

 

                                                                                                 

 


Após este primeiro trabalho de classificação, onde todos os alunos participam ativamente de toda a organização dos materiais diversos, vou me "aprofundando" mais em cada caixa:
- Começamos a explorar os "blocos coloridos" quanto a cor, tamanho, espessura e forma, onde toda a turma fica envolvida na "caça a peça" com o atributo específico solicitado.
- Comparamos também os outros blocos, os de construção, observando semelhanças e diferenças com os blocos lógicos .
- Separamos as caixinhas de papelão de acordo com seus tamanhos: pequenas, médias e grandes, cada grupo é colocado em uma caixa diferente. - O mesmo fazemos com os livros, revistas e jornais.

E assim por diante.

 

 

Como é meu primeiro ano em Educação Infantil, iniciei a classificação também com separação de brinquedos.

Já a seriação, inicio com a organização da fila dos próprios alunos.

Também me utilizo de brincadeiras com barbantes ou fios de lã: em grupos de 4 alunos, distribuo pedaços de barbante ou fios de lã de diferentes espessuras, pedindo para amarrarem do fino ao mais grosso.

Organizamos potes ou embalagens de shampoo, por exemplo, seriando do maior ao menor, separando pela marca, pela cor ou ainda pela forma.

Também brincam de fazer ponte com canudinhos de diferentes espessuras, encaixando-os do mais fino ao mais grosso.

 

 

Com o primeiro ano (dos nove anos do Ensino Fundamental), alunos que têm 5 ou 6 anos, o mundo das letras já é conhecido por muitos destes alunos que recebo da Educação Infantil, mas os números ainda são confundidos com letras e a relação de numeral com quantidade ainda é uma dificuldade para eles.

 

Trabalho muito com material concreto, coleções de tampinhas, que ordenamos por cores, blocos lógicos que formamos diferentes sequências. Lanço desafios a construírem sequências com os próprios materiais, utilizando lápis de cor, giz de cera, as vezes pinta até massa de modelar fazendo uma quebra na sequência.

Como o currículo desta etapa de ensino está em construção, eu estou sempre aberta a novas sugestões.

 

 

Ao relermos nosso trabalho, procuramos explicar mais claramente algumas atividades, mas não as alteramos em sua essência.

Justificamos nossas inalterações baseadas em Jean Piagt que considera que, no ato de conhecer, o sujeito é ativo, participante, construtor de seu próprio conhecimento. O sujeito necessita manipular, explorarando o que está ao seu redor.

 

Temos a convicção que, ao proporcionarmos atividades como as citadas acima, estamos fazendo nosso papel de professoras, como é citado nos PCNs, páginas 32 a 36:

 

[4] Os papéis das/dos professoras/professores ganham os seguintes sentidos: (1) organizador – conhecer seu aluno, suas condições sócio-culturais, suas habilidades e competências já desenvolvidas para realizar ações que favoreçam a aprendizagem; (2) consultor – fornecer informações necessárias que o aluno não tem condições de obter sozinho; (3) mediadores – promover a confrontação das propostas dos alunos; (4) controlador – estabelecer condições para as realizações das atividades; (5) incentivador – proporcionar a cooperação entre os alunos.

 

 A cada ano, de acordo com os PCNs, aumenta-se a complexificação dos conceitos abordados e envolvidos.

 

 

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